Formada em propaganda e marketing, Cristina Han evitou por muito tempo tomar a mesma direção dos pais e relutou em se tornar estilista da empresa da família. | ![]() |
Antes de assumir o estilo da grife, em 2007,Cristina trabalhou três anos no departamento comercial da empresa. “Aprendi a estudar o perfil do cliente, identificar o carro-chefe e o que não vende. Hoje, consigo visualizar o produto final na hora de comprar tecidos, escolher a estamparia e definir os modelos”, explica. Além do tato comercial, que herdou da família, o segredo de sucesso da grife é fazer roupas de qualidade a preços baixos e trabalhar com quatro linhas de criação: jovem, dia-a-dia, festa e tricô. “A Seiki tem variedade e conversa com todas as mulheres. A marca não tem um estilo fechado e atende tanto uma moça de 18 anos quanto uma senhora”, diz a jornalista Yoo Na Kim, autora do livro A Jovem Coreia. “Acreditamos no nosso conceito. Toda mulher gosta de roupa bonita e barata”, completa a estilista.

Em 1969, Woo Nam Han e Shun Kyo Han, avós de Cristina, produziam roupas em uma loja na Liberdade, em São Paulo, e distribuíam para os imigrantes coreanos venderem de porta em porta. Quarenta anos depois, a grife, que inovou com a pronta entrega, tem cinco lojas de atacado e uma de varejo, abastecidas todos os dias com mercadorias novas.
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